sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Pedras ( Stones)


Pedras

Eram lindas, bonitas, feias, alegres e tristes, “ todas diferentes “. Melhores, piores, mas com personalidade própria.
Todas iguais afinal eram todas pedras.
Era assim que eu as via fazer um caminho sem volta,
Umas desejadas outras sonhadas ocasionalmente,
Mas vindas de um descanso profundo.
Começam a ganhar forma e feitio, “ ou não “,
Vêm quase em estado bruto.
Talhadas pelos mestres que lhe dão alma, amor e carinho, forma e beleza, e depois deixam-nas partir para um mundo que só a elas lhe pertence.
Seguem o seu destino. Que destino?...
Destino que já estava escrito quando ainda eram um todo,
Sem forma, sem vida, mas já com alma própria.
Pedras já preparadas para enfrentar o seu caminho longo ou curto, forte ou fraco…
Mas seja como for resistirão aos confrontos traçados.
Mais um abanão de grande magnitude e
Tão bem que vão tão bem que ficam…
São tão felizes uma aqui outras ali,
Como nós as imaginamos e para aquilo que os pais as talharam,
E depois?!!!
Terramotos, vendavais, dilúvios, casas que caem, alterações naturais, melhoramentos, tudo isto forma um ciclo natural, bem torneado, com uma história nelas gravada e esculpida.
Onde o horizonte parece ter fim,
Onde o significado das coisas parece não ter qualquer lógica,
É estranho muito estranho!...
E o mergulho começa,
Uma queda lenta e pesada…
Chegar ao fundo, e cair em cima de outra pedra para sempre recordada.

21, Outubro de 2003
Rui Medeiros

1 comentário:

  1. Porque,efectivamente, nesta vida somos "pedras", que se cruzam com outras tantas, que vêem muitas partir e que anseiam um dia reencontrá-las...Até lá, ficam as recordações...
    Obrigado Rui! És o maior...
    Abraço do "sharposo" Tiago

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